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domingo, 6 de maio de 2012

Essa tal Economia


Nos últimos tempos ando acompanhando de perto a queda livre dos juros aqui no Brasil – e com algum esforço, tento entender tudo isso. A princípio me ocorreu que as taxas de juros quando brutalmente reduzidas (como foi o caso) só poderiam significar um coisa: uma medida tomada pelo Governo Brasileiro visando se tornar um país de primeiro mundo, ao menos economicamente. Sim! Do ponto de vista econômico pode-se dizer que o que “emperra” o Brasil são as exorbitantes taxas de juros, que inviabilizam investimentos no país. O Estadão diria: “enfim baixaram a guarda, e o Brasil vai pra frente”. Partindo desse ponto de vista, esta derrubada dos juros poderia significar a passagem do Brasil para o primeiro mundo, não só economicamente! (muitas palmas) Não que eu acredite nisso, mas...
 
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A constante desvalorização do Real frente ao Dólar e os consecutivos déficits da BOVESPA cristalizam minha hipótese, o Brasil abre muitas portas para investimentos de toda sorte. Mas, como minha mãe sempre diz, só acredito vendo! Por isso, me mantive caladinho até o dado momento.

Ontem ao conversar com minha namorada, chegamos (não me pergunte como) ao assunto economia. Ela estuda COIN (rs!) - comércio internacional – e por se tratar de uma visão baseada em uma perspectiva que certamente não é igual a minha, fiz questão de prestar muita atenção em tudo que ela me falava. Passamos por todo esse papo acima, até que... Ela me contou sobre os novos procedimentos da caderneta de poupança, cujos rendimentos agora variariam de acordo com a taxa Selic, não mais apresentando um rendimento fifío (fixo + pífio). Podendo render mais ou menos do que o habitual todo mês, já que, a taxa Selic é que nem bunda neném, você nunca sabe o que vem a seguir.
Neste momento minha cabeça estalou! Finalmente consegui entender a significado de tudo isso. A queda dos juros facilitadora de investimentos arrojados (como dizem os bancos) se conecta com a alteração do formato da poupança, que de um investimento tido como conservador (mesma fonte do parêntese anterior!) se transforma em um investimento não tão “sem emoções”, como o era. A poupança nesse momento gera riscos para quem investe seu dinheirinho nela (A Classe Média piiiiiiiiiiiira), os riscos não são tão grandes como na bolsa de valores e similares, mas agora, meu caro investidor conservador você pode colocar uma quantia na poupança, calcular quanto esta vai render num determinado período e, vu Alá, no final deste período o seu cálculo, muito possivelmente, estará errado: a poupança poderá ter rendido desde um valor muito inferior (sim, isso é possível) como um valor muito maior. Como diria Winston Churchill e seu célebre charuto: “O Liberalismo é assim” pausa para uma tragada no charuto “é feito de oportunidades, quem melhor aproveitá-las, vencerá”. Se preparem meus amigos, as paranóias com relação a segurança crescerão em progressão geométrica!
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEii1fmolCAoFi3pHkBrhmQH0MpHgYXeTX6fdkLRwactznOKW_7hW36-K-0OdrIKa05NGndSoEuYYVrWiRiDzl8dAP9DuXK6b2Huv24-nTR5Pv9XQ7DKWN4EoFuOfi3Slhp5pVFufcAeEfcP/s1600/cdb+2.jpg 
Para você que não entendeu ainda, essas medidas adotadas pelo Governo Brasileiro, em conjunto, nos levam a um incentivo (para qualquer um) a investimentos arrojados – que na língua da plebe, significam aqueles que apresentam certo risco ao investidor – e ao desencorajamento de práticas mais conservadoras – que na língua da plebe, significa trazer riscos ao pobre, digo, investidor – de tal sorte que as classes emergentes que estão nos primórdios de sua acumulação de capital (juntá dinheirin todo mês) se sentem, de tal maneira, estimuladas a integrar, cada vez mais, os hall dos investidores. Em outras palavras o abismo de SEGURANÇA E ESTABILIDADE que havia entre a poupança e os investimentos arrojados diminuiu. O potencial mercado investidor de R$ 431,3 bilhões que se encontra “morto” na chatice da caderneta de poupança se vê agora mais próximo de se investido em outras áreas. “Se não é pra ser seguro e estável, o melhor, então, é arriscar” - doce engano...

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhK3bEs0s_SKK-8kGNXnucP57xrZHPoNAkkbJSAv29Bto8g0TJMml5rgkiQ0TwY0I2EMDWVlRNChoh3zg5DqswsaL_78O8HSnnuoQZIOeMW4qVQBIO_GQDyBHCpLHK0phJrQIrrWLWk84Y/s1600/200150_4.jpgDurante a conversinha cult com minha namorada ontem, foi inevitável a lembrança de um livro que li há quase dois anos: Stupid White Men – Uma Nação de Idiotas do escritor e cinegrafista (cantor nas horas vagas) americano Michael Moore. Neste livro de leitura simples e muito gostosa, Moore aborda, entre outros assuntos, a história da bolsa de valores americana e uma grande mudança que esta sofreu na passagem dos anos 70 para os 80 – detalhe: este tema também é abordado, porém com menos detalhes, no filme, do mesmo Michael Moore, Capitalismo – Uma História de Amor. No livro, Moore nos fala do American Way of Life e o rascunho do rascunho de Estado de Bem-Estar Social que se deu nos Estados Unidos após a segunda guerra mundial. Segundo este relato, as coisas eram de fato como é retratado nos filmes (talvez com menos glamour), a economia ia muito bem e os salários eram excelentes (até para cargos baixos). O American Way of Life era defendido com unhas e dentes por todos, pois era algo que agradava a grande parte da massa, e – bem diferente do que é hoje – na maioria dos casos, se uma pessoa se esforçasse durante toda sua vida, através de um “trabalho enobrecedor”, a recompensa, a felicidade, a vitória no American Way of Life era óbvia – o próprio Pai de Moore era um operário da GM da cidade de Flint, Michigan e foi um “vencedor”. Tudo dava certo para as pessoas (eu disse pessoas, negros e pobres não eram pessoas nesta época – talvez até hoje...). Durante esse período a economia, o mercado, e também as empresas iam muito bem, até a virada dos anos 70 para os 80.

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Como é comum na história, nada se explica simplesmente como uma fórmula matemática, há um conjunto de fatores que se influenciam entre si que nos conduzem a mudanças. Neste caso, Moore descreve que o mercado das empresas, que era muito bom até então, começou a ficar saturado e era necessário arrumar algum outro meio de “girar a economia”. Foi então que veio a idéia genial de um dos chefões do mercado, de abrir a bolsa de valores para essa Classe Média que colhia os frutos do American Way of Life. A este ponto, a acumulação de capital desta parte da sociedade era enorme. Todos acreditavam plenamente no ideal de juntar seu dinheirinho durante toda a vida e ter uma velhice tranquila. A Classe Média transbordava dinheiro “morto” guardado em bancos – por mais consumistas que fossem, poupavam dinheiro. Neste momento os meios midiáticos de comunicação assumem relevante importância. Isso mesmo! A mídia entrou em ação para divulgar com todas as suas forças a maneira de “vencer na vida antes da hora” através da bolsa de valores. Na verdade, os primeiros a investir se deram muito bem. A ascensão social dos primeiros investidores foi fator amplamente explorado pela imprensa para espalhar por toda a Classe Média a necessidade de investir, caso contrário, você seria um perdedor. Não sou nenhum defensor da miséria evangélica, mas em matéria de capitalismo, ser arrojado significa perder tudo a qualquer momento, a menos, que se seja rico, ai tudo fica mais fácil. A mídia continuou seu trabalho de divulgação e associou o American Way of Life com essa nova fase de investimentos, de arriscar - aquele papo todo do Churchill. Tudo ficou mais simples graças a Guerra contra o Comunismo (que exigiu a união de todos em volta do estilo de vida americano) e graças a Ronald Reagan que assumiu a presidência americana e acabou de vez com o rascunho do rascunho de Estado de Bem-Estar Social americano levando o país a “rédeas curtas” durante o período de crise. Crise? Talvez você se pergunte: “qual crise? Não estava tudo bem?”. Pois é meu caro leitor, como disse, as mudanças não se dão isoladamente. A simples abertura da bolsa de valores para a Classe Média não resultaria em tantos problemas. Mas, entretanto, porém, todavia, a ação conjunta de bolsa de valores, mídia e governo, foi mais do que suficiente para a emersão de uma crise e a “necessária” contenção desta. A mídia com seu papo nacionalista e puritano (tipicamente americano) conduziu a massa que havia juntado seu precioso dinheirinho durante toda a vida para um caminho sem volta.

http://dominiodavida.blog.br/wp-content/uploads/2009/02/crise.jpgO investimento na bolsa de valores era então parte do American Way of Life. As famílias aplicaram todo o seu dinheirinho batalhado durante toda a vida na promissora bolsa de valores esperando um retorno rápido que as levasse da casinha Ranch para uma mansão de frente para o mar em um piscar de olhos. Só tem uma coisa, eles esqueceram que o capitalismo não comporta riqueza universal, a desigualdade é condição sine qua non para o capitalismo. Iludida e ludibriada, a Classe Média acreditou no conto de fadas que o Titio Adam Smith contou sobre a “riqueza universal” e investiu pesado. Como disse, no começo foi só alegria: a bolsa de valores cumpria bem mais do que prometia – muitas pessoas subiram na vida rapidamente. Os “poupanceiros” indecisos, ao ver o sucesso dos investidores arrojados, se jogaram de cabeça. Com o número crescente de pessoas que entravam no negócio da bolsa de valores, os lucros antes exorbitantes, começaram a cair. Passaram de maravilhosos, para bons, legais, meia-boca e por ai vai. A mídia fez sua parte em afirmar através de “especialistas em economia” que a diminuição dos lucros, e depois aparecimento de prejuízos, eram algo passageiro, que as pessoas não deveriam se encucar com isso – aos poucos a galinha dos ovos de ouro iria se recuperar, mais hora ou menos hora. Neste meio tempo os grandes investidores (os grandes meeeesmo, não a ralé da Classe Média) foram aos poucos se retirando do mercado de ações, em um movimento conjunto. Muitos deles venderam suas ações na “época boa”, ficaram ainda mais ricos e foram viver de boa pelo resto de suas vidas em algum paraíso tropical. Outros optaram por vender suas ações e esperar. Já a massa, tonta como sempre, se manteve esperando, mesmo com a desvalorização das ações. Em um belo dia ensolarado, a mídia deu o sinal de alerta (ou a ordem, se preferir): A BOLSA DE VALORES NÃO É MAIS UM BOM NEGÓCIO, CAIA FORA DESSA! Foi um samba do crioulo doido. Nesse momento os que ainda tinham ações resolveram desesperadamente se desfazer delas. Todo o sonho de uma vida havia sido jogado fora. Mas naquele momento terrível, dramático, diria até de tragédia, que boa alma se ofereceria para comprar as ações tão desvalorizadas? Quem seria o anjinho que devolveria pelo menos o mínimo do dinheirinho da vida das pessoas que aplicaram na bolsa? É claro, que foram os mesmo senhores que abriram a bolsa de valores para essa população e então generosamente reconheceram sua falta, comprando de volta todas as ações, porque seria muita sacanagem deixar todas aquelas famílias desamparadas, tendo em mãos, apenas um papel que não mais traria a tão prometida felicidade.

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Após alguns minutos me recompondo no toilette, volto pra falar mais dessa história tão triste. A crise então estava instaurada. A economia americana foi de mal a pior. Era preciso um presidente de pulso firme, um presidente republicano que erguesse o país. Quem é este homem? O nosso querido, famoso, galã e ex-ator Ronald Reagan, Ronny para os íntimos (foto à direita. Hey Ronny beleza?). Diante da crise, o Estado americano precisava se levantar, logo, as políticas públicas precisavam ser cortadas porque além de fazer o Estado gastar muito, era coisa de comunista devorador de criancinha – o rascunho do rascunho de Estado de Bem-Estar Social nos EUA foi para a lata do lixo (na versão moderna, isso se chama: medidas de austeridade. Né Angela Merkel?). Como solução precisa e necessária para reerguer a Nação e vencer a Guerra Fria, o homem da frase: “Você consegue realizar muito se você não se importa com quem ganha o crédito.” estabeleceu que: pobre que não investe deve ser taxado e rico que investe deve ser isento. O que houve depois disso é o que existe até hoje nos States, os pobres pagam os impostos dos investimentos dos ricos. Simples assim. É nóis Ronny!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVEWXdKWN6uS7z0VOBFt9TQatddrh2arE_Ei7-4yKka9poQk2Z-JVIYUpTm1ph5kF7snMWwuo2z8WNaj_1rib5Xwp7sPR8hvxxmZb0639Yv9ufh0g2TVXaRo14m2sTg49sLmpOBmBzR9s/s1600/mealheiro-poupar-credito-emprestimo-dinheiro-crise.jpgLogicamente que esses generosos senhores que investiram o dinheirinho deles nos Estados Unidos não se preocupavam com o retorno, o lucro que viria a seguir, e sim, com o futuro da nação. Claro que sim! Do contrário não teriam aberto mão de todos os lucros dos investimentos e partilhado tudo isso com as famílias lesadas na abertura da bolsa de valores... Ops! Desculpem-me, estava com o livro errado sobre minha mesa! Não era a coletânea de princesas da Disney que eu deveria estar lendo. É óbvio que todo o retorno provindo desses investimentos ficou justamente na mão dos senhores de Wall Street. A situação seguiu, e a economia americana se ergueu novamente. Os impostos continuaram com os pobres. As ações (agora muuuuuito valorizadas) continuaram com os ricos. E o pintinho piu. Tem gente que chama isso de economia ou política-econômica, eu particularmente prefiro o termo golpe, ou talvez melhor: Golpe Palaciano.

Toda essa reflexão sobre o livro de Moore nos mostrou como a classe dominante com o auxílio do Estado e da mídia conseguiu se valer de uma série de coisas para se apropriar do dinheirinho “morto”, “poupanceiro” e conservador da Classe Media.


Hoje em dia no Brasil existe um imposto sobre as poupanças que têm mais de R$ 50 mil – uma clara forçação de barra para que você rico de classe média alta ou classe alta baixa se toque e pare com essas coisas de pobre medroso e comece a investir por ai!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnFAFg3vOIAQCrQLnMKwazN_X23oFXo9LRxM_tVPc9_UssCyzzORbWfTACv1hVIz66Av_CQRz-9pmBp-vzcVATdaxpznsx9P4pL1YQDr6TG2auwLQ_y793Z-APFFcsDrYGBxtDqMBkJ00/s1600/sociologia_mafalda.jpg
Como futuro cientista social, acredito que uma das minhas funções nessa sociedade é analisar fatores que podem estar relacionados, de imediato ou não, para então ser capaz de perceber tendências e inclinações desta sociedade. Lógico que tudo isso que nosso amigo Michael Moore descreve em seu livro, aconteceu nos Estados Unidos e não tem nenhuma obrigação de acontecer no Brasil. Como estou aqui na cara larga tentando dar uma de Mãe Diná, corro o risco de errar, e na realidade esse conjunto de fatores acabar por nos levar para algo diferente. Mas, me sinto na obrigação de opinar e optar pelas possibilidades que acho mais prováveis. Embora o Brasil nos dias de hoje não esteja passando por crises, não tenha um governo com todas as características de um governo republicano, não esteja envolvido em guerras ideológicas, e mais importante: não seja os EUA, vejo fatores relevantes para ficar alerta. No Brasil há uma Classe Média ascendente (Classe C) que junto com as outras camadas da sociedade totalizam R$ 431,3 bilhões investidos na caderneta de poupança, juntamente com uma mídia pouco confiável que está muito longe de ser imparcial, e o mais importante: uma massa populacional que assim como a americana, se encontra desnorteada, à espera de um guia – seja ele do meio político, do midiático ou mesmo do meio espiritual e religioso – que conduzirá essa massa imersa em meio a inércia que se encontra disponível para a obediência - justamente por falta de determinação própria. Esses fatores citados acima quando colocados no mesmo plano de uma mudança estrutural da política econômica, são pilares muito bem constituídos para a reprodução do que Moore descreve em seu livro, porém, dessa vez, aqui no Brasil.

Sites consultados (05/05/2012 - 09:00 às 12:00):

http://pensador.uol.com.br/autor/ronald_reagan/ (você não achou que eu saberia de cor uma citação do nosso Ronny?)

http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idnoticia=201205041025_TRR_81165670



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terça-feira, 29 de março de 2011

Café ou Água?

- Você toma água e café?

- Sim, tomo ambos, água e café.

- Interessante. Firmeza na decisão - mas qual você gosta mais?

- Não há um favorito, ambos me completam.

- Muito bem, junta a Consciência e a Razão com a Tranquilidade e a Serenidade. Fantástico! O que mais? Me fale sobre você!

- Gosto muito de Chá também.

- Uau, que adaptabilidade, que raciocínio veloz, mal saímos de um assunto e você já me responde com tamanha habilidade que...

- Faltou dizer que Chá para mim tem que ser morno, um pouco quente e um pouco frio, morno!

- Huuum, sabe a hora de ser firme e a hora de aliviar, isso é fundamental. Você toma café puro?

- Não, gosto de colocar chantilly em meu café, além é claro dos pedaços fatiados de cake que dão um toque de una cocita a más em meu café, com água, é claro.

- Francês, Inglês e Espanhol? Espetacular! Me fale mais!!!

- Gosto de separar meus chás por sabor, tamanho e validade. O mesmo com o Café.

- Faculdade de Administração em Harvard e Pós em Logística, Armazenamento e Supply Chain em Stanford. Exatamente o que precisamos. O que gosta de fazer nas horas vagas?

- Geralmente dou o resto de café ou chá para minha empregada.

- Ainda é engajada em práticas sócio-culturais sem fins lucrativos? Para mim chega, você é a Nova Manager Gold Plus Advanced Premiun CEO da nossa empresa de Fósforos de Plástico. Parabéns! Começamos amanhã?

- Claro! Eu adoraria!

- Ok, agora para descontrair essa nossa conversa, que tal falarmos sobre algo mais relax? Prefere Água ou Café?



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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Novela!

Fala a verdade: Quem aqui nunca acompanhou uma novela? Seja ela mexicana, das 6, das 7, etc etc.

Eu mesmo que não sou muito chegado em assistir novelas já acompanhei uma dia-a-dia, "O Beijo do Vampiro", eu realmente adorei a novela, talvez pelo fato de ser voltada para um público mais teen e não ter aquela cara clichê de "Novela das 8", onde o foco é a sociedade de modo geral e os problemas que nela infringem. Particularmente não conheço muito bem as novelas das 6 e das 7, mas a novela das 8 é algo que merece um estudo mais específico.

Se você me conhece o mínimo possível através de meus posts, deve estar se perguntando o por que de eu não gostar da novela das 8, uma vez que esta retrata "a sociedade de modo geral e os problemas que nela infringem" e eu como todo apreciador da Sociologia, acho interessantíssimo o estudo da sociedade. Ai que mora o problema, eu não sei à qual sociedade a novela das 8 se refere! Tenho certeza de que NÃO se trata da Brasileira. Talvez, a minha concepção de realidade não seja igual a dos autores da Globo, pois para mim, realidade é a situação vivida pela MAIORIA das pessoas e não uma minoria mas minoria meeeeeesmo. O que vemos nas novelas é justamente o contrário: 90% do tempo dedicado a essa minoria e aspirantes a ela, e o que sobrar a algum tipo de realidade social. Chega a ser engraçado assistir uma novela onde a maior parte dos atores são completamente diferentes do "Povão" e a maior parte do capítulo se passa em escritórios e casa luxuosas que a esmagadora maioria dos espectadores nunca nem vão chegar perto. Não estou se quer insinuando que eles não têm o direito de fazer uma novela assim, é óbvio que têm, eles só não têm o direito de vinculá-la sob a luz da "Realidade Brasileira", isso é um absurdo!

E por que então as novelas são vinculadas dessa maneira? Qual a vantagem de se produzir algo de um jeito e embalá-lo de outro? Simples: O Duplipensamento! Na obra "1984", publicada em 1949, escrita pelo escritor inglês George Orwell, o autor faz diversas previsões acerca do futuro da população mundial no tão distante ano de 1984. Uma delas seria a criação de algo como um ministério dentro do Governo que teria como única função a criação e o desenvolvimento de Novelas e Seriados como forma de entreter e manipular a população. Isso mesmo, manipular, moldar a cabeça e todos os outros sinônimos. A coisa aconteceria dessa maneira: as novelas tinham como objetivo mostrar algo que não seja a realidade da maioria miserável, algo que fizesse a Grande Massa se sentir parte da elite, ou pelo menos acreditar que um dia chegará lá. E onde entra o tal do Duplipensamento ai? O Duplipensamento consiste no ato de acreditar em duas verdades diferentes e muitas vezes antagônicas, no caso as pessoas acreditam na realidade em que vivem e também na "realidade" fabricada pelo Ministério, e assim sempre que perguntadas as pessoas combinam as duas verdades e se transformam em verdadeiros conformistas. É até plausível uma pessoa se conformar, pois na "realidade" do Ministério a realidade de verdade quase não existe, e se existe basta se conformar que no final tudo da certo.

E ai, sentiu alguma semelhança? Não é estranho encararmos como realidade absoluta situações de cotidiano tão antagônicas se comparadas às nossas? O papel desempenhado pela novela das 8 é de causar desconfiança, para que você telespectador sempre desconfie de quem lhe diz que você nunca fará parte dessa minoria, ou que você NÃO é essa minoria, por mais que eles lhe pareçam mais familiares que seus próprios parentes a maior parte de nós jamais chegará a ser um deles. Desconfiança de tudo que estiver fora da "realidade" e de tudo que contradizer o Conformismo e o Ortodoxismo.Para que você ache um absurdo o Aquecimento Global e ache super natural pessoas viverem como animais em favelas, e o pior, que elas estão lá porque querem. Para que você na hora que achar que tem algo errado e que está na hora de agir, se espelhar nos personagens "perfeitinhos" das novelas que jamais fariam algo além de tomar outro banho de mar ou fazer compras no Shopping.


Tche

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

2 + 2 = 4, ou não!

Ai ai, hoje eu estou meio sem assunto sabe, num tem muito o que falar, Corinthians a dois pontos do Fluminense(com um jogo a menos!), Ronaldão joga hoje, rivais em baixa. Dava pra escolher qualquer um desses assuntos que seria muito bem escolhido. Mas darei uma colher de chá a todos os outros 19 times do Brasileirão e não falarei de futebol. Isso mesmo, nada de futebol por aqui rapaz!



Na verdade, hoje eu acordei meio cigano, é, me deu vontade de falar sobre o FUTURO!



Diz a ciência que existem dois tipos de futuro: o previsível e o imprevisível. Ai você me diz: "Falou o medium ai que consegue prever o futuro" mas não é bem assim. Comecemos pelo imprevisível, é dado como imprevisível todo tipo de acontecimento futuro que não é acompanhado pela lógica e que mesmo se observados os fatos anteriores não é possível chegar nele. Fundiu a cabecinha ai? Deixa que eu explico: os números da Mega Sena são um exemplo, não tem lógica alguma na sequência dos números (Não entrarei em detalhes à respeito sobre teorias conspiratórias envolvendo os números!) e mesmo se olhar todos os resultados anteriores não se pode tirar conclusão alguma sobre os próximos números, uma vez que podem se repetir ou não. Ainda não entendeu? Que tal um exemplo mais popular que não tenha lógica... Huuum deixa eu ver, já sei! A próxima vitória do São Paulo sobre o Corinthians! Perfeito! É algo que não tem lógica alguma e que por mais que você observe todos os dados e números possíveis não conseguirá explicar sem levá-lo para o campo da Macumba (bem) Forte. Ok eu disse que não falaria de futebol, foi só dessa vez tá?

Já o futuro previsível é aquele que basta pensar um pouco e já é possível adivinhá-lo. Um pouco de lógica mais uma pitada de fatos anteriores e pronto! Um futuro previsível prontinho para ir ao forno. Você quer exemplos não é mesmo? O Próprio título desta Crônica é um: olhando para a sentença 2 + 2 você logicamente chega ao futuro 4. Outro exemplo ao ver um copo caindo da mesa, é inevitável não chegar à conclusão que o copo estará completamente destruído em alguns milésimos de segundo.

Mas e quando 2 + 2 não são 4, quer dizer, e se o futuro que era completamente previsível se torna exatamente o contrário do esperado, e se der 5? Ai meu amigo, a ciência não explica, mas deixa que Eu explico: esse é o futuro Lulístico, quando as coisas vão justamente para o lado oposto do esperado, onde muitos que acharam que dariam grandes gargalhadas começam a chorar e poucos que (acredito eu) acharam que chorariam riram mais que o normal. Sério, alguém imaginou um dia que seria possível um trabalhador, pobre como nós, semianalfabeto e que fala errado poderia chegar à presidência da República? Na teoria isso seria lindo, finalmente o povo governaria o povo. Mas o que realmente aconteceu foi o governo do Polvo sobre o povo...


Em 2002 todos aqueles que votaram no Lula, certamente imaginavam que em 2010 teriam um futuro completamente diferente do que vivemos hoje. Se eu tivesse uma máquina do tempo voltaria um dia antes da eleição e pediria para que todos anulassem seus votos, pois o futuro que seria construído por um e que foi construído por outro, talvez não tivesse grande diferença. Lá em 2002, Lula prometeu 10 Milhões de empregos, e até onde pude me informar, gerou apenas 3 milhões. Lá em 2002, Lula prometeu que o jovem brasileiro só não faria faculdade se assim desejasse, então todos pensam: "Olha que bom, ele vai fazer mais universidades públicas, uau!", e na prática vimos o Pro-Uni que garante acesso ao jovem pobre a algumas faculdades PAGAS, ou seja, "Jovem brasileiro, se torne um mais ou menos, enquanto eu encho o bolso dos meus amiguinhos ricos". Lá em 2002, Lula prometeu erradicar a pobreza, ele só NÃO fez isso, como empobreceu a classe média e enriqueceu ainda mais os ricos. Lá em 2002 Lula, prometeu educação PÚBLICA de qualidade, outra coisa que não conseguiu. A Educação anda tão mal das pernas que na minha escola os alunos têm mais interesse que os professores, acredite se quiser...


E por último, existe aquele futuro que VOCÊ cria! E não precisa de máquina do tempo não, muito menos macumba braba. Só é preciso votar conscientemente para não repetir os mesmos erros do passado, escolhendo quem realmente vai te representar. "E se não tiver nenhum candidato que me represente? "Aí vai ele: DOUTOR NULO 99, O ÚNICO QUE NÃO TE ROUBA E NEM TE ENGANA, O ÚNICO, QUE NÃO EXISTE!



Tche

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

MEDO!

Ei você ai vendedor fracassado! É, você mesmo, o do colete "Compro Ouro". E aí, cansado de ver todos os outros vendedores venderem até 10 vezes mais que você, e no final do mês estar no olho da rua? Eu tenho a solução!

Esses dias entre um Documento e uma Pasta arquivada descobri o melhor jeito de VENDER, seja um Produto ou uma Ideia. É só despertar uma coisa inerente a qualquer ser humano: o MEDO. Agora você me diz: "Para de ver filme do Jason e pensa mais no trabalho, pô!". Mas não é desse tipo de medo que estou falando, é o medo de que alguma coisa desagradável aconteça, vou dar um exemplo simples, se um médico chega para o paciente e diz: "Meu caro, se você não emagrecer, até os 35 você já vai depender do azulzinho" e logo depois completa " Com essas pílulas que estão por um preço super-acessível você emagrecerá em 2 meses". Com certeza que o paciente irá comprar caixas e mais caixas dessa tal pílula. E daí que custam R$ 200,00 o pacote? Eu duvido que ele vai pagar pra ver! O importante é se manter ativo no rolê.

E se por um acaso você não tiver meios científicos ou psicológicos para causar o medo? Mais fácil que a primeira, você nem terá que pensar, é só usar uma coisa revolucionária chamada Google e descobrir alguma estatística feita por algum instituo de renome, como por exemplo Datafolha, e é só falar uma série de porcentagens que o resto o medo faz. Exemplo: "Cara, eu li no jornal que fumar aumenta em 74,67% as chances de você ter câncer de pulmão, em 28,14% as chances de Cegueira e 86,59% as chances de um infarto fuminante. Mas com esse remedinho que eu arrumo pra você por um preço bacana, o cigarro diz tchau tchau em até 6 meses" (Ok, esse exemplo não funcionaria com algumas pessoas que não fumam, e sim são fumadas pelo cigarro, mas o número de pessoas que parou de fumar subiu em 63,92% nos últimos 15 anos, quer comprar a pesquisa do Datafolha por uma bagatela?).

Mas e se agora você quisesse criar o medo nas pessoas provando uma coisa absurda? Como por exemplo o envolvimento de Saddam Hussein nos atentados do 11 de Setembro. Ou, provar que a Família Real Saudita não tem nada a ver com o atentado e por toda a culpa em Osama e nos Taleban? Talvez pior do que isso, querer que o mundo acredite que a Guerra do Iraque(Guerra do Golfo II, se preferir) tem como objetivos achar armas de destruição em massa e trazer a Liberdade e a Democracia para o coitadinho do povo Iraquiano? Essa é mais fácil ainda, é só fazer que nem Bush e os amiguinhos do Papai, MENTIR! Crie o medo de um próximo ataque terrorista em toda a população mundial e ainda acrescente algumas cocitas mas, como Bombas Atômicas e Biológicas e vualá! Ninguém nunca desconfiará que A Família Bush e a a Família Bin Laden fazem negócios há mais de 25 anos; o Grupo Carlyle, que tem como CEO Bush Pai e detentor de grande parte das ações a Família Bin Laden, lucrou bilhões com o medo gerado pelos atentados; As únicas armas biológicas e nucleares que entraram no Iraque foram vendidas pelos próprios EUA durante as Gestões Reagan-Bush Pai, e que foram usadas por Saddam na Guerra Irã-Iraque para defender os interesses americanos; essas mesmas armas foram usadas no genocídio promovido por Saddam em seu próprio território contra os Curdos e que os EUA fingiam não ver até o começo da Guerra; o Bombardeio ao Afeganistão foi uma bela jogada para se vingar dos Taleban que abortaram as negociações de um gasoduto na área, com empresas Americanas.

Uau, eu até cansei de escrever. Que bom vendedor é esse tal de Bush! Vendeu uma sacola cheia de mentiras, e de brinde conseguiu aumentar ainda mais as desavenças entre o Oriente Médio e o Resto do Mundo. O mais incrível é que fez todos os amiguinhos do Papi (mais) ricos com uma só tacada, brilhante!

Pelo visto esse tal de medo não é só uma ótima jogada de marketing e publicidade mas também um bom meio de manipular as pessoas, e, infelizmente isso vem se tornando uma prática cada vez mais comum. Com um êxito cada vez maior, graças ao fato de que os mesmo senhores que Sentam nas cadeiras dos Governantes, são os donos das empresas interessadas e os donos dos meios de comunicação em massa, onde só a "verdade deles" é transmitida e não o que de fato é real. Precisamos de uma mídia realmente compromissada com a verdade junto com um Governo que governe para quem os elegeu e não para os grandes empresários que já não sabem como ganhar mais dinheiro.

A Guerra do Iraque é um exemplo claro de como somos facilmente manipulados pelos interesses do 1% que detém quase toda a riqueza da terra, que não querem nada além de uma nova maneira de tirar mais dinheiro de nós para depositar em suas gordas contas nas Bahamas.


Tche

domingo, 18 de julho de 2010

A Revolução dos Bichos - O Filme(1999)

Em meados de Março/Abril deste mesmo ano, em uma aula de História fui apresentado ao brilhante escritor George Orwell. O Professor nos sugeriu uma leitura extracurricular: "A Revolução dos Bichos" (Animal Farm). Se conheço bem meus colegas de classe, muito provavelmente fui o único que seguiu esse conselho do Professor. Mas o que realmente me convenceu a ler esse livro foi o fato de Orwell ter atacado tanto o Comunismo Soviético tanto o Capitalismo Selvagem. Vi nesse escritor a imagem daquele que me daria à noção exata destes dois regimes (Eu também queria diversificar minha leitura, pois havia acabado de ler "A Revolução de Outubro" de Leon Trótsky - um livro comunista da primeira à última palavra). Decidi então comprar o livro. Devorei as 117 páginas em três dias. Adorei o livro! Orwell conseguiu com maestria converter a teoria Comunista de Karl Marx no Animalismo do Porco Major, toda a crueldade, injustiça e contradição do Regime de Josef Stalin no Regime do Porco Napoleão e toda a injustiça do Sistema Capitalista foi convertido no Fazendeiro Jones. Depois li o ainda mais GENIAL "1984" do mesmo George Orwell, que junto com "A Revolução dos Bichos" me motivou a escolher o "Duplipensamento (Em outra oportunidade falarei mais sobre o Duplipensamento) nas Obras de George Orwell" como Problema do meu Projeto de Monografia para a escola.

Como é do conhecimento de todos, não há muito que se fazer (sem dinheiro!) nas férias de Julho graças ao mal tempo. Devido a esse tempo ocioso, me concentrei em baixar os Filmes adaptados das Obras de George Orwell. Após muitas noites em claro me aventurando em sites blogs e torrents da vida, consegui baixar as duas obras citadas acima. Logo me decepcionei com "1984", pois a legenda é completamente descompassada com o tempo do Filme - mas não desisti! Ainda estou procurando uma legenda decente - portanto me sobraram as duas versões de "A Revolução dos Bichos": a de 1954 em forma de desenho, e a de 1999 que foi realmente filmada. Ainda não me animei muito para assistir a versão de 54, mas, sexta-feira passada peguei a tarde chuvosa como inspiração e assisti a versão de 1999. Gostei do filme, foi muito bem filmado. (Aliás, todos os aspectos técnicos de cinema estão de parabéns) O que acredito que não ficou legal, e até deve ter feito Orwell se remexer em seu caixão, foi a sutil desvirtualização do filme com o livro. Em primeiro lugar: muitos nomes foram trocados, ou melhor, americanizados (O Cavalo Sansão virou Boxer. Até o Porco Major leva outro nome no filme, nem me apeguei a isso). Mas o que realmente deve ter feito Orwell ficar transtornado foi o final que o Diretor deu ao filme: A Fazenda volta a ser comandada por Humanos! Você deve estar pensando "E daí babaca?" então te digo que subliminarmente este acontecimento vai completamente contra as ideias do nosso amigo George Orwell. Para você entender: A Fazenda era dominada pelo Fazendeiro Jones, que era Humano (Capitalismo) e depois passa a ser comandada pelos Animais (Comunismo) e depois volta a ser dos Humanos (Capitalismo). Enquanto que no livro, a história pára no momento em que não se vê diferenças entre o Homem (Capitalismo) e os Porcos (Comunismo). Sendo que na verdade George Orwell era Comunista (Entenda como Marxista e não Stalinista) e criticava os Regimes Totalitários de sua época (Tanto os Capitalistas, tanto o Comunista de Stalin).

Em Suma: O filme passa a impressão de que Orwell era favorável à volta do Capitalismo ao invés do fim do Regime (Contraditoriamente) Comunista de Stalin e o estabelecimento do Comunismo Marxista. Orwell era contra o Totalitarismo.




Tche